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“O Ódio”, do espanhol Jose Luis Fuentetajo, 1971

 

O homem, sem dúvida alguma, tem uma inclinação natural para o ódio, para a violência.
Em um mundo marcado pela guerra, temos o ódio humano no topo da lista de questões filosóficas da humanidade.
A humanidade tem um grave histórico de acontecimentos que denunciam o ódio no manifesto. O nazismo, que conseguiu dizimar milhões de pessoas com a desculpa da “raça pura” – A idéia de superioridade. A necessidade e possibilidade de destruição.
Temos também a bomba atômica, que destruiu inúmeras vidas. A necessidade humana de destruir, o ódio mais uma vez presente.
Atualmente, a forma de ódio e destruição humana está nos atos terroristas. Este ato é ensinado dia-a-dia, entre adultos e crianças. Os ataques às torres gêmeas servem como exemplo.
Guerras, conflitos, crianças com fuzis nas mãos e marcas da violência – Estes atos crescem reproduzindo um ódio sem limite.
Grandes intelectuais tentaram entender esta necessidade do homem. Entre eles, Freud, que denominou esta questão de “pulsão de morte”.
A preservação da vida e a destruição entram em conflito no cérebro humano, e este conflito é sempre alimentado. Como somos seres sociais, temos regras, imposições culturais e morais, assim não é permitido liberar a agressividade criada pelo conflito mental, logo gera uma grande frustração ao homem.
O acúmulo de ressentimentos e agressividade pode gerar uma bomba-relógio, onde o ódio aplicado na violência é inevitável.
Nenhuma ciência conseguiu ensinar o homem como lidar com o ódio. A filosofia tenda entender.
De certa forma, o ódio humano está sendo controlado, sim. Viver na pós-modernidade é conseguir manter o ódio hiato – A moral proposta pela sociedade não permite, logo surge um controle mental.
É difícil para o homem abrir mão dessa inclinação para a agressão, sem ela, o homem não se sente confortável. É mais uma peça pregada pelas nossas mentes.
O equilíbrio do terror, do passado, não existe mais. Já o terrorismo, abrange o poder da destruição. Nos dias de hoje, viver é sobreviver ao ódio.

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 Referências

( GALLI, Marcelo. Odeio, logo existo. Filosofia: Ciência e Vida, São Paulo, ano III, n° 27, p. 18 – 25, 2008)

 
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Por Henrique Guedes

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