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Personalogia avisa: o texto pode chutar sua canela, quebrar seu nariz, jogar pimenta nos seus olhos e certamente atacará seu dogmatismo. Para continuar, deixe a cegueira no guarda-volumes. Obrigado.

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O futebol é o esporte mais praticado no mundo e também é um dos que mais rendem lucros financeiros para os países. No Brasil, este considerado o país do futebol, fica claro o amor platônico para com o esporte. Mas até que ponto o ato de torcer vira fanatismo?
O futebol não é um esporte como os outros; além de ser um esporte sem sentido, ele é também o esporte mais capitalista que existe. Seus seguidores entram em uma determinada equipe para torcer, brigar e dar lucro financeiro. Futebol é um assunto muito comum, até quem não joga tem o que falar: uma roda de amigos para tomar uma gelada, o assunto é futebol; o encontro entre amigos gera palavras à cerca do futebol; um simples cumprimento está cheio de futebol – sicrano vai até a padaria para comprar alguns sonhos, encontra o fulano que foi apenas comprar seis pães franceses para o café da tarde. Neste momento, o simples “oi” ou “olá” é substituído, automaticamente, por algo como “Será que tem Libertadores esse ano?”, ou “São Paulo, time de maricas”. O futebol deixou de ser um esporte e começou a fazer parte do vocabulário do brasileiro, do dia-a-dia, da família e dos sonhos.

O futebol é motivo, claro, de brigas – as denominadas torcidas organizadas promovem “reuniões” entre elas para uma simples conversa, ou então, para fazer algumas massagens nos amigos. Andar com uma camiseta do seu time pode ser seu fim nas ruas de São Paulo. Tudo deixou de ser o que era.

O ato de torcer por algo que é totalmente inútil mostra a necessidade do Homo Sapiens em seguir alguma coisa, camuflar seus pensamentos, seguir tendências e fazer parte de algum grupo social.
Neste ponto, acho importante ressaltar que não estamos aqui trabalhando com o preconceito para com o esporte e nem com os torcedores, que embora fazem parte do assunto, são marionetes da sociedade.

A necessidade do ser humano em seguir alguma coisa é clara no futebol: é necessário, na nossa sociedade, acreditar e seguir alguma coisa. Não seria estranho ver Deus em uma partida de futebol, pois pensando da maneira apontada, ambos são farinha do mesmo saco. A necessidade humana social em seguir tendências também pode ser observada no futebol: é difícil encontrar alguém que não tenha seu time, alguém que não perca algum tempo social em fronte à TV para acompanhar uma partida, e os poucos que são encontrados que não compartilham deste “gosto”, são tachados de “cafonas”, “idiotas’, e no caso do ser masculino, a “honra” é colocada a prova – ato estranho por parte dos torcedores, pois são eles que assistem homens suados, emanando um odor…humano, com vestimentas curtas, correndo atrás de uma bola, um objeto sem vida e sem sentimentos, e quando o objetivo do jogo é conquistado (gol), estes homens se abraçam. Bem estranho. A partir daí, a necessidade em pertencer a algum grupo social fica clara.

O futebol tornou-se uma ferramenta simples e básica que o homem encontrou para fugir da sua realidade. É difícil agüentar a realidade humana social – fugir das garras venenosas da sociedade requer uma habilidade sem tamanho. A sociedade por sua vez, muito malaca presenteou seus membros com o futebol – assim ela não é questionada, atacada e ainda recebe umas verdinhas por fora. O futebol é ilusão, o futebol é um jogo de interesses. O futebol deixou de ser um esporte para se transformar em comprimido, um fármaco, para os sintomas ruins que assolam os membros da sociedade.

Por Henrique Guedes

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