Zé do Caixão

Zé do Caixão

Seguindo a série de filmes de terror, José Mojica Marins, vulgo Zé do Caixão, depois de quase 40 anos hiato, voltou a dirigir um longa-metragem. José Mojica foi, digo, é o único cineastra brasileiro voltado para os filmes de terror, e como um bom cineastra do meio, ele sempre soube criar o bom e velho filme: o cômico. Combinemos que não existe nenhum filme realmente chocante, todos os filmes intitulados “terror” não passam de filmes cômicos com alguns litros de sangue. José Mojica nunca fugiu disso, e no seu último filme “Encarnação do Demônio”, mostrou estar firme e forte na teoria.
Não existe nenhum filme do Zé do Caixão realmente bom; o ponto forte sempre foi as mulheres nuas e as cenas de crueldade. Para o cineastra José Mojica, este é o ponto chave.

Bem, vamos falar sobre seu mais recente filme. Sinceramente esperava um filme tão ruim quanto os antigos, pois levava em consideração os filmes anteriores, como já disse, a representação do Zé e o roteiro chulo – como o roteiro foi escrito há mais de 30 anos, imaginei um filme bem fraco. Vale ressaltar que não estou dizendo que o filme é bom estou dizendo que vale rir um pouco com ele.
A representação do Zé continua não muito boa, a história continua a mesma, a única coisa que mudou foi a beleza acentuada das novas atrizes e cenas mais fortes de nudez. O lado cômico também continua o mesmo. Acontece que no meio de tantos filmes ruins, a tradição do terror do Zé do Caixão ganhou força – o filme até foi selecionado para ser exibido no Festival de Veneza, em 2008. Seria a fama do Zé tão boa? Difícil responder.

Acho que vale perder algum tempo da sua vida assistindo o filme, mas não espere um bom filme, muito menos me culpe pela indicação. Assista ao filme com uma visão de público, procurando preencher seu tempo vago com alguma coisa, dando algumas risadas. Deixe a visão crítica da gaveta, caso contrário você não passará da primeira cena.

Boa diversão!

Por Henrique Guedes

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