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A Exposição Cérebro – o mundo dentro da sua cabeça, esta que teve início do dia 07 de agosto de 2009 com previsão de término para o dia 25 de outubro de 2009, no Prédio da Bienal (Ibirapuera), recebeu diversos elogios, grande parte deles da mídia.
De fato trata-se de uma fascinante exposição, pois o tema não permite apresentações lamentáveis; mas não é tudo o que a mídia retrata.
Muitas das coisas lá apresentadas já são conhecidas do senso comum, as chamadas informações clichês. O espaço que segundo os informativos parece ser amplo, não passa de alguns corredores apertados. Faltaram também pessoas para explicar aos leigos o funcionamento tanto do cérebro quanto das experiências. A interessante experiência “Membro Fantasma”, que tem como base a sensibilidade de membros amputados ou que nunca existiram, tenta proporcionar aos visitantes tal sensação: por meio de espelhos e da ajuda de um amigo, sentir dor na imagem do espelho era o intuito, mas garanto que muitas pessoas não sentiram nada. A divisão do encéfalo também não fica clara, não sem explicação. As placas informativas não servem como professores, assim como os organizadores possivelmente pensaram. Um vídeo de 21 minutos é apresentado lá – vídeo este que já virou sessão da tarde da National Geographic que, aliás, faz parte da organização e administração do evento.
Mas nem tudo é crítica. Uma coisa que não merece críticas é a representação de uma sinapse. Realmente bem elaborado.
Não estou dizendo que o evento é ruim, não mesmo. Apenas acho que a mídia retratou aquilo que não existe (o que não é novidade). Mas o evento não é ruim – muita coisa serve para o aprendizado tanto de leigos como de pessoas da área (psicologia, psiquiatria, neurologia, etc).
Uma coisa que acho importante ressaltar é o preço de determinadas coisas. O valor antigo cobrado para a entrada no evento era de R$40,00 valor este verdadeiramente abusivo. O novo preço R$25,00 (R$12,50 para estudantes) melhor paga a entrada. Acontece que o dinheiro reduzido no valor foi empregado em outras coisas. Livros que em livrarias custam certa de R$25,00 são vendidos por R$40,00. Os informativos, que na minha concepção devem ser gratuitos, custam R$12,50 cada (informações do evento). A Exposição perde muito nessa parte.

Volto a dizer que a exposição em si não é ruim, é somente fraca. Recomendo a mesma, assim como recomendo uma caminhada pelo parque do Ibirapuera, ou um piquenique ao som de um violão, na companhia de bons amigos, no fim da exposição, claro.

Boa diversão!

Por Henrique Guedes

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