Os alunos da UNIBAN – Universidade Bandeirante de São Paulo – não têm mais tranqüilidade. Se a Universidade já não era bem falada, agora os alunos também não são.
Depois do caso da Geyse, qualquer pessoa que tem algum tipo de ligação com a UNIBAN é humilhada, recebe críticas pessoais e piadas à cerca da instituição educacional. Total palhaçada.
Sou aluno da UNIBAN e afirmo o preconceito. Também afirmo que, ao contrário do que a garota falou em entrevista para a revista Veja, os professores são ótimos, têm estrutura acadêmica e moral para tal cargo; alguns nem deveriam estar lá, e sim em alguma Universidade maior. Posso afirmar, também, que tirando a reitoria da instituição, ela não é ruim. A nota ruim dada pelo MEC é fruto da ridícula prova do ENADE – como você pode ler aqui mesmo. Mas isso é outra história.
Os alunos da UNIBAN não deveriam ter vergonha e nem sofrerem críticas por serem alunos de tal. Quem deveria ter vergonha e sofrer altas críticas são os veículos de comunicação, a mídia suja. O assunto é um assunto sem tanta importância; não deveria ser retratado na televisão, nos jornais e nas revistas. Até a TV Cultura esteve no campus ABC para cobrir a matéria – logo a TV Cultura, esta que era a única com algum conteúdo plausível.
Na USP, alunos são mortos nos trotes, mas como se trata de algo de renome, a mídia não ataca. Agora quando é a UNIBAN, uma instituição nada bem falada, a mídia ataca como cães raivosos. É importante ressaltar que nada que apareceu na mídia é verdade; se bobear, nem as entrevistas da garota são.
As vagas de estágio da Mercedes, por exemplo, não são preenchidas por alunos da UNIBAN. Isso a mídia não retrata.
Até fora do país nós, alunos da UNIBAN, estamos marcados, condenados ao fracasso profissional.
Só quero dizer que não deveríamos sofrer com algo tão pequeno, tão ridículo. Não deveríamos responder pelos atos de garotas exibidas nem de mentiras criadas pela mídia.

Por Henrique Guedes

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