Neste dia 19 (sábado) o Kazebre proporcionou aos roqueiros de plantão o melhor do rock and roll brazuca, com a banda das Velhas Virgens e os Raimundos – como aqui foi publicado, veja. O show das Velhas Virgens foi…supimpa!
O Paulão adentrou o palco trajando as vestimentas do grande Elvis, dando a entender que o bom e velho rock and roll estaria presente nas demais horas. Com a nova canção “O Gênio da Garrafa”, o show começou para a alegria de todos ali presentes. Para atear fogo na libido dos cuecas de plantão, a maravilhosa Juliana Kosso – a mulher dos sonhos de qualquer marmanjo – adentrou o palco, para cantar a música…bem, era a Juju, linda mulher seminua. Dá para entender, não é mesmo?
O som estava ótimo, a iluminação um tanto quanto precária, mas boa, e a banda totalmente inspirada. Último show do ano. Ótimo show.
O Roy fez memória ao seu saudoso pai, o Tuca com seus óculos escuros e o Simon botaram para quebrar, e o Cavalo, este mostrou o espírito do rock no palco. É interessante ressaltar as várias vestimentas do Paulão e a beleza da Juliana Kosso. Velho roqueiro e mulher gostosa. Mas não ficamos nos sons recém-nascidos somente; as boas e velhas músicas, como “Beijos de Corpo”, “Abre Essas Pernas”, “Siririca Baby”, “Madrugada e Meia”, “Se Deus não quisesse”, “eu Bebo Sim”, “Tudo que a gente faz é pra ver se come alguém”, “Buceta”, “Toda Puta Mora Longe”, entre outras – fora da seqüência – fizeram parte do repertório da banda. As músicas novas, como “O Gênio da Garrafa”, “Essa Mulher só quer viver na balada”, “Strip & Blues”, “Bortolotto Blues” e “Ninguém Beija como as Lésbicas”, mesmo não sendo do conhecimento de muitos ali presentes, foram “resmungadas aos gritos”. De fato o melhor show do ano. O verdadeiro Rock and Roll chegava a doer no pâncreas de tão emocionante. Mas não era apenas o som que fazia doer: os velhos idiotas que se dizem roqueiros não deixaram ninguém sair de lá sem levar alguns socos. Mulheres, garotas, jovens e velhos, todos entraram involuntariamente do denominado “quebra-cabeça”. Esse tipo de comportamento em um show das Velhas é lamentável, afinal a banda é das antigas, é tia dos roqueiros mais velhos. Às vezes não dava para saber se a atenção deveria ser focalizada no show ou na defesa pessoal. O interessante que a maioria dos “quebradores de cabeça” não era da tribo. Sabe esses bombados que curtem “música” eletrônica em festas de academia? Pois bem, eram eles. Ao menos a maioria. Da próxima chamarei alguns Moto-Clubes para companhia.
Quem conhece o Kazebre ou prestou atenção, sabe que o estabelecimento não tem uma estrutura adequada. A segurança é precária. Quem queria curtir o show não curtiu como programado.
Acredito que os estabelecimentos voltados para o som mais pesado deveriam ter uma jaula para os “quebradores”, uma espécie de espaço para fumantes e não fumantes. Assim quem quiser assistir o show assistirá, e quem quiser…apanhar e agarrar homens suados o fará.
Quando o Raimundos adentrou o palco minha coragem e minhas costelas já não queriam ficar ali. Achei melhor curtir o show de longe. Também foi um bom show.
Em suma, a melhor nota para as bandas, para os shows. Agora, para o estabelecimento e os “fãs”, esses reprovaram diretamente.

Por Henrique Guedes.

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