Objeto de desejo de sonhos surrealistas
presente durante horas no assento estofado na minha sala de estar.

Uma realidade remota.
Um sonho por natureza.
Por aparência.

Objeto agnoto.
Tristeza em ucharia.
Um esquecimento programado que apresenta a fraqueza dos desejos humanos aos meus sentimentos privados.

Cortes diários no Eros consciente por uma lâmina de dúvidas e mágoas.
Feridas privadas provenientes do mundo dos sonhos,
Do platônico.

Tudo o que é considerado o belo da vida em curvas carnais.
No cheiro.
Na fala.
Nos olhos.
Tudo emanado de um ser próximo e distante.

Mais uma noite,
Mais um sonho de uma realidade capaz de locupletar todo um ser com pensamentos estraçalhados pelo medo.
Pelo nunca.

Sob às vestes de uma Afrodite dormirei para contemplar mais um amanhecer de solidão e incerteza.

Por Henrique Guedes

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