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A arte de escolher. Escolha para ser alguém. Escolha para formar o mundo. Texto simples que também pode ser uma escolha.

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Somos seres formados por nossas escolhas. Essa é a  base para nossas relações sociais. As escolhas não são inatas. Tampouco existe o destino. Mesmo sendo frutos das escolhas, não temos noção do que sejam, quem o diga controle sobre elas. Somos autônomos nessa grande esfera poluída. Não importa o que aconteça, teremos a próxima escolha a ser tomada. Existem escolhas para tudo. A idéia é escolher. Antropologicamente falando, você é seu meio, logo você escolhe a formação básica desse meio, seja no meio de muitas opções, seja caso de extrema dúvida. Escolha suas escolhas.

Escolhemos nossas ideologias existenciais ou sociais, nossos alimentos prediletos, nossos amigos. Diretamente ou indiretamente, escolhemos nossa vida, mesmo que as opções de escolha estejam em um saco de sorteio, no qual você tirará uma delas às cegas e irá fazê-la sua escolha. Você está certo disso?  Não importa, tudo é escolha. 

Para cada “sim” que você fala para alguma coisa, você está ao mesmo tempo falando “não” para outra. É uma questão estranha, complexa, e por vezes dolorida. Cuidado, se não você dança. Um “não” pode matar, assim como um “sim” pode ser uma armadilha. Perca suas pernas no campo minado das escolhas ou fique com o que você tem, ou melhor, com a opção que você encontrou na caixa de cereais da vida. Não parece muita coisa, mas pode ser a escolha que mudará suas percepções de vida. Você, somente você pode fazer suas escolhas. Você, somente você é o dono das belezas ou conseqüências das suas escolhas. A bomba é sua.

Escolher nada mais é que a obrigação de satisfazer as necessidades pessoais. Normalmente o “não querer” é o segredo das escolhas. 

“(…) O Eu é o princípio da identidade, singularidade, e querer, por sua vez, representa a obrigação de satisfazer as minhas necessidades (…)” FUKUMITSU. 

Partindo desta linha de pensamento, querer ou não querer reflete nossa “persona”, nosso “eu sozinho”, ou seja, o querer significa escolher, a obrigação de escolher. Shopenhauer disse certa vez que somos condenados a viver com a tristeza e com suas categorias. Bem, existe certa lógica, pois somos condenados a escolher e  normalmente escolher é uma coisa enfadonha, por vezes horrível. 

Normalmente não  notamos nossas escolhas, ou partimos para a escolha que parece ser a  melhor.  A velha ladainha do “tentar”. Normalmente o “tentar” tem ligação direta  com a Lei de Murphy. Você já carrega o peso do “escolher”, portanto não queira  mais um. O ser humano é um vir a ser e é aquilo que viverá no lá – depois (pós-escolha), desde que viva seu aqui – agora. 

A escolha é tanta que você escolhe a tendência, sua música, seus amores. Às vezes um “não” é incongruente porque sua escolha na verdade foi um “sim”. O mesmo acontece com o “sim”, claro. Imaginemos uma bela garota, comprometida, cercada por amigos completamente apaixonados e libidinosos. Mesmo ela tendo “consciência” da situação, ela continua instigando os amigos com seu decote. Exemplo de reforço positivo. Ela fala “não” para eles, mas é incongruente, pois as pernas falam “sim”. 

Percebe caro leitor, como uma escolha é importante? A escolha é tamanha que controla o seu comportamento. É extremamente importante escolher suas escolhas. Então, qual será a próxima?

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Referências Bibliográficas:

FUKUMITSU, Karina Okajima. Não Quero Mais Usar Sapatos Apertados. Plural: Psicologia em Revista. Ano I, número 1, Novembro-Dezembro de 2009.

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Por Henrique Guedes

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