Olá amigos e amigas, cá estou para contar uma história para vocês. Ressalto que achei melhor contá-la desta forma, descontraída, caso contrário choraria de desgosto. Para quem não sabe, no último feriado (23 de junho) aconteceu a denominada “Marcha para Jesus”, que nada mais é que um bando de cristãos caminhando em nome de jesus cristo. Sim, meus caros, tem gente que faz isso. E o pior é que eu fui.

Em nome da paixonite, esse sentimento chato, fazemos muitas coisas. Essa é a minha explicação. O broto pediu, e seguindo o exemplo dos bobos antigos, faço chorando o que ela pede sorrindo. É válido ressaltar que não fiz parte  do sistema de queima de calorias jc, pois isso seria traumático. Mas mesmo na concentração de corpos suados, foi possível perceber o quão legal é andar pra dedéu em nome de nada. Falo isso depois de analisar algumas mulheres lá presentes, estas com suas saliências saltando para fora de suas camisetinhas, que no mínimo são de suas filhas…uns 25 anos mais novas (e mais magras). As mesmas suavam iguais porcas em saunas; saliências e sovacos com o puro cheirinho humano. Sem falar no glamour de suas tatuagens 3D, estas localizadas nas saliências que pulavam das camisetinhas clamando por liberdade.

Cerca de 1,5 milhões de corpos cansados e suados. Pura troca de energia corporal. Música de péssima qualidade. Não vi quem estava no palco, mas acho que era a Vanusa. Água cara, crentes com muita fé e pouca educação. Uma micareta sem sacanagem. E ainda dizem que show de rock é coisa do capeta. Aliás, acho que o capeta criou essa marcha aí só para zombar com a cara de deus. E com a minha. Mas ainda ficou pior, para minha tristeza: axé evangélico fez a trilha sonora da palh…do evento. Aliás, a “marcha” é uma micareta: pessoas suadas com cérebros inativos, ao som de axé, gritando versos ridículos, e ainda tem o coro do amém. Só faltou o abadá.

Mas tudo bem, não irei chorar pela cachaça derramada. Eventos neste estilo, para um ateísta, tem certa utilidade, assim como cultos e outras reuniões religiosas. Para negar algo, é preciso conhecê-lo antes.  É ateísta, mas nunca leu a bíblia? Pode ler. Não gosta de pastores, mas nunca foi em um culto? Pode ir, mas leve protetores de ouvido e não vá armado, pois há risco de raiva racional.  Classifica eventos religiosos  como ridículos, mas nunca foi em um? Próximo ano tem outra “Marcha para Jesus”.

 

Por Henrique Guedes

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