Olá, amigos e amigas. Nesta tediosa noite de sábado quero contar algo que aprendi com um colega de trabalho há algum tempo, algo sobre religião. Esse colega, um sujeito muito doidão, alvo de piadas à cerca de uma certa…lentidão para processar informações, ficou sabendo que sou ateísta, o único da empresa, aliás. Depois de sabê-lo, ele foi até o meu setor pregar a palavra divina, como todo crente costuma fazer.

Seu principal foco foi a aceitação do espírito santo. Bem, até aí tudo comum, a coisa ficou interessante depois disso. Esse colega soltou uma informação supimpa: o espírito santo é uma gueixa! Isso mesmo, amigos ateístas, o espírito santo é uma gueixa. Depois de receber tal informação, fiquei sem saber se deveria rir ou correr para a igreja.

Bem, ateístas de plantão, esse colega de trabalho freqüenta a igreja do R.R Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus) informação esta que aponta o estilão acéfalo, mas gente boa. Fiquei pensando: essa é a nova forma de adquirir seguidores? Bem, se for, ressalto ser uma ótima jogada! Paraíso, salvação, tudo muito manjado. Agora, oferecer a visita de uma gueixa divina, eureca!

Isso muda completamente a estória bíblica. A imagem de santa virgem pode ficar interessante. Ou não. José, o conformado, deve ter ficado alegrinho com a turma dinâmica, isso explica porque Maria não foi apedrejada em praça pública. Por outro lado, Maria depois de nove meses viu o resultado, e isso assusta. Será que a gueixa divina faz bico na Av. Industrial, em Santo André?

E se o espírito santo é um dos principais representantes divinos, fico pensando: se ele é uma gueixa, poderia ser uma oiran, o que explicaria muita coisa: José não ter apedrejado Maria, deus ter deixado jesus morrer, a delonga no retorno de deus, e o fato de muitos homens serem crentes. Tá aí uma coisa que pode acabar com meu ateísmo: a visita noturna de uma oiran – uma oiran verdadeira, ou seja, sem brinquedinho, ressalto porque de for acontecer, deus pode fazer uma espécie de “Rááááá, pegadinha do senhor!”, o que me assusta.

Fui atacado, por religiosos de todas as marcas, por fazer trocadilhos com o tal do espírito santo. Situação engraçada, diria. Vejo isso como cuspir na cara do amigo crente. Irei ressaltar, apenas para evitar comentários religiosos à cerca do texto: a teoria do espírito santo, aqui apresentada,  saiu da igreja do R.R. Soares!  Nenhum neurônio ateu deve sofrer mau-trato.

Por Henrique Guedes

Anúncios