Há meses ouço falar do Modex, o tal do dinheiro eletrônico, este desenvolvido em 1990 pelo banco inglês “National Westminster Bank Plc”.  A idéia é introduzir um chip na mão direta do indivíduo; o chip armazenará todas as informações à cerca das finanças do usuário, ou seja, o indivíduo andará com a carteira na mão, ou para os mais afortunados, com um caixa-eletrônico móvel  e pessoal. Será possível efetuar transferências bancárias, pagamentos em débito, entre outros serviços.

Sim, a idéia é deveras interessante, mas muito vaga. No momento que introduzimos um chip no nosso corpo, este contendo todas as informações referentes ao nosso patrimônio, estamos também introduzindo possíveis transtornos em nossas vidas. Não é preciso ressaltar que o Modex pode trazer transtornos para todo o mundo, mas hoje ficarei acanhado; imaginemos tal tecnologia em solo tupiniquim: já é inseguro andar com um simples cartão, quem o diga com um caixa-eletrônico anexado ao nosso corpo. Eu não tenho coragem, muito menos vontade de ser usuário de tal tecnologia. Dizem os sábios virtuais que em 2030 o uso do Modex será obrigatório, e uma vez introduzido, o chip não poderá ser retirado.

Fico imaginando uma situação assim:

Desconhecido: “- Boa tarde! Por gentileza, que horas são?”

Usuário do Modex: “- São (…)”

Desconhecido: “- É um assalto! Passe o relógio, o celular, e estique o braço direito! (…)”

Bem, meus amigos e amigas, com sorte teremos assaltantes menos severos, estes que cortarão do nosso membro superior apenas a parte proveitosa, ou o mínimo dele. Não vejo como não ressaltar a questão da segurança com o uso do Modex. É certo que a tecnologia em questão solicitará senha, assim como deverá ter um número de reconhecimento, assim como os atuais cartões. No entanto, com os cartões é possível sair inteiro de um assalto, basta ser prudente. E com o Modex? Bem, deixo a questão da segurança aberta para comentários.

Mas o Modex não ataca apenas a questão da segurança. Para alguns, a coisa parte para o lado religioso. Há boatos que no processo de criação do Modex, os cientistas gastaram muito tempo para encontrarem o lugar do corpo humano mais adequado para o recebimento do chip. Segundo tais boatos, os lugares são a testa, o couro cabeludo, e a parte de trás da mão direita. Baseados nisso, os religiosos entraram em crise – Para eles, o Modex é a marca da besta, ou coisa parecida.

“Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca…” (APOCALIPSE 13:16-17).

Bem, acho que não é preciso ressaltar o que eliciou o comportamento histérico em alguns religiosos. O diabo está muito moderno.

Mas a coisa pode ficar cômica, ao menos ficou para este que vos fala. Estive conversando sobre o Modex com um colega de trabalho, colega este um tanto quanto paranóico. Ele é um religioso fanático, e acha que o chip além de ser a marca da besta, é uma forma do governo controlar nossas vidas, e quando falo em controlar não estou fazendo referência aos boatos de 2004 – “Uma história surgiu em fevereiro de 2004 e ganhou versões em várias línguas ao redor do mundo inteiro. O texto, uma apresentação de Power Point disseminada pela internet, diz que há um projeto mundial onde o governo instalará um micro-chip em cada cidadão e, com esse implante poderão ser feitas transações financeiras, o que acabaria por abolir o dinheiro e os documentos.” Wikipédia – Ele acha que com o chip, seremos uma espécie de “Big Brother ambulantes”, ou seja, que seremos seguidos por satélites 24hrs, e não poderemos fugir da observação tecnológica: seremos vigiados no banho, no “trono”, no trabalho, ou enquanto fazemos sexo com nossos cônjuges. Dizem que a sociedade está evoluindo muito rápido, discordo. Não acho o Modex um representante do avanço da sociedade; no meu ponto de vista, os criadores do chip são quão alucinados  meu colega de trabalho. E você, o que acha?

Por Henrique Guedes

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