Não há muito sentido em temer o inferno. Na verdade, não há nem motivos para crer na existência do inferno, mas aí é outro papo. Os pecadores irão queimar no fogo eterno e blá-blá-blá. Caros amigos, se o inferno é o castigo por não seguirmos a doutrina do deus judaico-cristão, então é o limite. Não há o que temer. É o fim, o limite, game over, já élvis. A tendência não é piorar, pois…não há como. Sendo assim, temer o inferno é bobagem: não é preciso aceitar os castigos demoníacos. É cabível uma revolução. Uma vez morto, não dá para morrer outra vez. Posso ser castigado pela revolução? Castigo é a filosofia da casa, então é ameaçar em vão. Posso ter minha “alma” aniquilada? Ótimo, seria um alívio, a libertação do castigo. Posso ser enviado para o paraíso divino? Tá, isso seria uma baita sacanagem, mas mesmo assim não seria um problema.

Esse papo de sofrimento eterno é papo para boi dormir. Seguindo a estória bíblica, somos frágeis humanos aqui, na Terra. Na pós-vida seremos imortais, ou seja, quem criou esse papo de “castigo eterno” não pensou muito. Não acredito na pós-vida, muito menos no inferno, mas se eu estiver errado, proponho desde já a “Sociedade dos Revolucionários Mortos”. Tá aí, gostei do nome. Seremos quão poderosos nossos carrascos. Há luta, pois ninguém roubará nossa coragem. Deus terá orgulho e medo de sua criação.

Viver baseado no galardão divino ou no castigo demoníaco é a maior besteira humana. Homens bondosos e invisíveis não existem. Criaturas más e medonhas também não. E mesmo que existam, viver baseado no galardão divino ou no castigo demoníaco continua sendo a maior besteira humana. Amigo leitor, imagine um batalhão de humanos imortais e com os cérebros ativos, sem nenhum temor. Imaginou? Agora entende porque temer o inferno é besteira? Sem falar que teremos grandes mentes no grupo, desde Galileu até o Dennett. Creio que pensar na possibilidade de se fazer história na estória já é algo a ser considerado. Seja no inferno ou aqui, na Terra, podemos mostrar aos carrascos nossa força, nossa inteligência. Basta ter coragem.

Por Henrique Guedes

 

 

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